domingo, 13 de outubro de 2013

És tu

Tens a doçura de todos os alambiques. De todos os engenhos. Da cana doce colhida sob o sol alegre. Tens o brilho dos suaves riachos mansos que cortam a terra e oferecem de beber aos sedentos. Tens a pele lisa e casta como a superfície do leite fresco. Tens o hálito fresco como os ventos que invadem as casas carregando os odores das ervas banhadas pela chuva. Tens os olhos dos céus azuis do sertão. Olhos confortantes, olhos sofridos. Tens, porém, as ideias rígidas e fixas como os galhos das figueiras. E esse é o nosso fim, meu pequeno pássaro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário