terça-feira, 29 de setembro de 2009

!!!!!, !! !! !!!





"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela Lua,
hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
até que tua beleza e pobreza
De dádivas encheram o outono. "
Pablo Neruda

quarta-feira, 23 de setembro de 2009







Quantas lágrimas são necessárias para encharcar um travesseiro?



Foto de Alice Costa
Existe casa sem telhado e fundação????
Como construir um lar em tua ausência?

sábado, 19 de setembro de 2009

Alcachofras






Quem dera tivéssemos a delicadeza e a beleza de uma alcachofra. Sim, talvez esteja exagerando.... As alcachofras não são assim tão bonitas e delicadas. Mas veja pelo meu prisma: as alcachofras são verdes como o jiló, o almeirão e o incrível Hulk; mas são infinitamente mais agradáveis que qualquer um dos três. Isso porque apesar de ser um vegetal, a alcachofra se esforçou para transformar-se em uma flor e, não contente, esforçou-se para transformar-se em um aperitivo de sabor suave. As alcachofras, ao contrário do jiló (que tem um gênio forte e não quis se moldar para agradar aos outros) tentaram ser amáveis. Tão amáveis que nos oferecem ao fim do aperitivo seus corações. Podemos escolher, em nossas vidas, ser alcachofras ou jilós. Os jilós costumam causar diversos desentendimentos em suas relações. As alcachofras geralmente cedem sempre e costumam aceitar os defeitos do próximo. São extremamente suaves... É claro que há quem goste dos jilós assim, cabeça-dura como eles são. Mas quem dera o mundo tivesse mais alcachofras!!




PS: Este post idiota foi feito em 20 min. E eu só postei pq o Lucas me pediu pra falar algo sobre alcachofras no meu blog, então aí está o resultado.

Fotografia de Maria Ivone

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tempus Fugit


Infinito que se rende











"O tempo e as horas fogem-nos estrondosamente,
O estrondo traduz-se na mais doce música.
O tempo e as horas fogem-nos!
Com medo de nossa eternidade.
1 + 1 = \,\!\infty"






Fotos: catarina cruz e Moumine respectivamente

domingo, 13 de setembro de 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

A chuva lava a alma ou nos obriga a fazê-lo?





De repente a rotina de "muito Sol + poucas nuvens" é quebrada pra dar lugar à rotina de "muitas nuvens, nenhum Sol e muita água" que também é conhecida como a rotina da introspecção. É justamente nesse momento q os edredons e os filmes reinam, não nos esqueçamos da pipoca, do chá e dos inesquecíveis bolinhos de chuva. Tudo isso é, na realidade, uma forma de fugirmos do chatíssimo pensamento "quem sou eu?" ou "o que estou fazendo aqui?" ou mesmo "será que eu devia ter dito aquilo?". Diziam os antigos : "A chuva lava a alma"... Sabe que eles não estavam muito errados?? Acredito que exista somente uma observação a ser feita a respeito desse dito..... Durante a chuva, NÓS lavamos nossa alma. Talvez sejam úteis os bolinhos e chás, mas só se forem usados para nos ajudar na "digestão" do nosso próprio ser.

CHUÁÁÁÁÁÁÁÁ!!! KKKKKKK
Não deixem de assistir a esse vídeo da Magdalena Kozena interpretando (muito bem diga-se de passagem) uma ária da ópera Castor et Pollux de Rameau.....
Como disse alguém, Magdalena é uma dessas pessoas que não são tão ("não são tão" tem uma sonoridade muito legal!!) bonitas até que a música comece a soar. Desse momento em diante ela se transforma...

http://www.youtube.com/watch?v=rRDKyGNsC2w&

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Estreia

Criei o blog para me distrair um pouco em meio às intempéries de São Paulo e da tensão da faculdade...
Abro o blog com uns poemas de Eugênio de Andrade:

"Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum
"

"Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei ás romãs a cor do lume.
"

"

Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias."

"

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha."